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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Paisagismo - Bulbos


É muito comum vermos jardins extensos repletos de flores de diversas cores e tipos. Até possuirmos um entendimento, na maioria das vezes as classificamos na mesma categoria, mas para os estudiosos e interessados há uma infinidade de características que as diferenciam. Isso costuma acontecer muito com lírios, que por possuírem em seu gênero uma infinidade de espécies que muitas vezes se assemelham com outras derivadas da mesma “família”, podem ser confundidos de forma fácil. Ao estudar sobre o assunto, as diferenças se tornam nítidas, mas ao mesmo tempo surgem diversas dúvidas que nem sempre são esclarecidas de forma precisa. A diferenciação entre bulbo, tubérculo e rizoma é uma dúvida comum que ainda confunde os apreciadores dessas adoráveis flores e esse artigo tem o intuito de estabelecer essas diferenças, além de mencionar como e onde podem ser plantadas para que o seu jardim esteja em completa harmonia.

sábado, 31 de julho de 2010

Macrofotos do Pólen

O pólen, proveniente da antera, parte da estrutura masculina (androceu) chega através de um agente polinizador (que pode ser um inseto, o vento, aves, etc.) até ao óvulo, parte feminina (gineceu) de uma outra flor ou da mesma flor caso ela seja hermafrodita. Para alcançar o óvulo, o pólen passa pelo estigma, estilete, até chegar ao ovário onde finalmente encontrará o óvulo. O óvulo fecundado pelo grão de pólen gera as sementes e o ovário desenvolve-se no pericarpo, que é a parte carnuda da fruta. O que produz a fecundação é o pólen, cujas imagens fantásticas, feitas por microscópio, nos encantam pela beleza e diversidade.


O pólen (do grego "pales" = "farinha" ou "pó") é o conjunto dos minúsculos grãos produzidos pelas flores das angiospermas (ou pelas pinhas masculinas das gimnospérmas) que são os elementos reprodutores masculinos ou microgametófitos, onde se encontram os gâmetas que vão fecundar os óvulos que posteriormente irão se transformar em sementes. São sementes de pólén em conjunto produtivos.


O grão de pólen ou também denominado de micrósporo, representa a estrutura reprodutiva masculina das plantas fanerógamas, e são produzidos por meiose no microsporângio. Normalmente são revestidos por paredes de celulose ornamentadas, característica de cada família ou mesmo auxiliando na identificação das espécies de plantas. 
De forma geral são pequenos e arredondados, alguns alados, contendo projeções que proporcionam o processo de polinização anemofílica (realizada pelo vento) ou demais estruturas adaptadas ao ambiente, especializadas conforme a dispersão na água (polinização hidrófila) ou através de atrativos a insetos (polinização entomófila). 


No interior de um grão de pólen localiza-se um gametófito masculino (microprótalo) imaturo. Quando esse atinge a flor portadora de estrutura reprodutiva feminina (estilete, estigma e ovário) o microprótalo nele contido se desenvolve e forma o tubo polínico por onde descem dois núcleos espermáticos. Um desses núcleos fecunda a oosfera (formando o embrião) e o outro se funde aos núcleos polares no interior do óvulo formando o albúmen (tecido nutritivo triplóide).


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Flora Brasiliensis



           A Flora Brasiliensis foi produzida entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países. Contém tratamentos taxonômicos de 22.767 espécies, a maioria de angiospermas brasileiras, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, com um total de 10.367 páginas. Nada mais é do que um sistema de informação sobre a flora brasileira, tendo como base as imagens digitalizadas em alta resolução das pranchas. A digitalização das imagens está sob a responsabilidade do Jardim Botânico de Missouri. Os trabalhos referentes à atualização dos nomes estão sendo coordenados por pesquisadores do Departamento de Botânica do Instituto de Biologia da Unicamp. O CRIA é responsável pelo desenvolvimento do sistema on-line. O sistema de informação é composto pelos seguintes módulos: 
  • banco de imagens das pranchas digitalizadas em alta resolução
  • banco de metadados com informações sobre o conteúdo das imagens (nome científico da planta, volume, número, página, etc.)
  • banco de dados com todos os nomes citados na obra
  • sistema com ferramentas adequadas para que especialistas possam de forma colaborativa contribuir na elaboração de um catálogo de nomes atualmente aceitos, citando, quando for o caso, a sua correspondência na obra Flora brasiliensis.

Acesso ao banco de dados em http://florabrasiliensis.cria.org.br/opus