sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Maravilhas da Natureza

Os fenômenos naturais são absolutamente impressionantes. Alguns são tão raros, que nem a ciência, com todo avanço tecnológico, é capaz de identificar. Imagine que a natureza nos oferece a possibilidade de vermos pedras que se movem sozinhas ou formações geométricas geradas pelo esfriamento de lava. A seguir você pode acompanhar sete fenômenos impressionantes, que muita gente desconhece.

As pedras que se movem

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Até hoje ninguém conseguiu explicar por que, misteriosamente, pedras de centenas de quilos deslocam-se do seu ponto de origem pelo deserto de Death Valley. Alguns pesquisadores atribuem tal fenômeno aos fortes ventos e superfície gelada, mas esta teoria não explica, no entanto, por que as pedras se movem lado a lado, em ritmo e direções diferentes. Além disso, cálculos físicos não apóiam plenamente esta teoria.

Colunas de Basalto

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Este fenômeno ocorre com o esfriamento de um fluxo de lava espessa, formando uma malha geométrica com notável regularidade. Um dos famosos exemplos é o Giant´s Causeway, na costa da Irlanda (fotos), embora a maior e mais conhecida seja Devil´s Tower em Wyoming.

Buracos Azuis

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Os buracos azuis são gigantes elevações subaquáticas, que levam este nome pela tonalidade de azul que apresentam quando vistos do alto. Normalmente possuem centenas de metros de profundidade e tem ambiente desfavorável para a vida marinha, já que a circulação de água é ruim. Curiosamente, em alguns buracos foram encontrados restos fósseis preservados em suas profundezas.

Maré Vermelha

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As Marés Vermelhas são formadas pelo súbito aumento do fluxo de algas de cor única, que podem converter uma parte da água em uma cor vermelha sangue. Embora fenômenos desta natureza sejam relativamente inofensivos, alguns podem ser mortais, causando a morte de peixes, aves e mamíferos marinhos. Em alguns casos, até mesmo os seres humanos podem ser afetados, embora a exposição humana não seja conhecida por ser fatal.

Círculos de Gelo

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Enquanto muitos acreditem que estes círculos perfeitos sejam obra de alguma teoria da conspiração, os cientistas geralmente aceitam que eles são formados por turbilhões d’água que giram em um considerável pedaço de gelo, em um movimento circular. Como resultado desta rotação, outros pedaços de gelo e objetos gerados pelo desgaste uniforme nas bordas do gelo vão lentamente formando um círculo.

Nuvens Mammatus

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Aparentemente assustadoras, as nuvens Mammatus também são mensageiras de tempestades e outros eventos meteorológicos extremos. Normalmente compostas de gelo, elas podem se estender por centenas de quilômetros em vários sentidos e formações, permanecendo visíveis e estáticas entre 10 minutos e 1 hora. Embora pareçam portadoras de más notícias, elas são apenas mensageiras, aparecendo antes e/ou depois de uma grande mudança meteorológica.

Arco Íris de Fogo

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Este raro fenômeno só ocorre quando há a participação do sol e das nuvens. Cristais dentro das nuvens refratam a luz em várias ondas do espectro, fazendo surgir cores entre as nuvens. Devido a raridade com que este evento acontece, existem poucas fotos.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pop & Rock

Qual a diferença entre pop e rock? Taí uma das questões mais complicadas da cultura ocidental! Para se ter uma idéia, o Parlamento inglês passou dias debatendo o assunto em 1990, sem chegar a uma conclusão. O governo abrira espaço para a criação de emissoras de rádio não-estatais, com a exigência de que uma delas não fosse dedicada à música pop – e não faltou quem quisesse comprar o espaço para uma rádio de rock, motivando a discussão parlamentar. Na época, o jornal londrino The Times chegou a publicar uma carta dos cantores Robert Plant e Phil Collins alegando que as rádios pop limitavam sua programação às 40 canções de maior sucesso, o que estava longe de representar toda a variada produção de rock daquele país.


poprock

A distinção surgiu na década de 60, quando o rock passou a extrapolar o formato de canção com refrão, melodia grudenta e duração média de dois a três minutos – o que serviria, aliás, como uma boa definição de música pop, feita, de fato, para tocar no rádio, seja com ritmo agitado ou como balada romântica. Os Beatles foram os principais responsáveis para que o termo rock passasse a significar música jovem de maior valor artístico e relevância social que a canção popular (raiz óbvia do termo pop), supostamente descartável. Porém, os próprios Beatles continuam sendo até hoje a grande prova de que é possível ser rock e pop ao mesmo tempo.

O vocalista Bono, do U2, tem uma frase famosa sobre o assunto: “O pop diz que tudo está bem e o rock diz que não está, mas é possível mudar”. Assim, ele contrapõe uma atitude autêntica e revolucionária (a dele, é claro) a outra, conformista e superficial. Mas um fã de bandas de rock pesado, como o Metallica, provavelmente acha que o U2 é pop demais para ele – comprovando que as duas categorias são totalmente flexíveis e subjetivas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Importância dos Sonhos

Entender a importância dos sonhos para o nosso organismo é, até hoje, um dos desafios da Medicina. A despeito das interpretações ligadas à psicologia, muitos especialistas dedicam-se a entender as aventuras que você vive enquanto dorme. Sim, pode acreditar: mesmo que não se lembre deles, os sonhos invadem seus pensamentos quando os olhos fecham-se. “Somente pessoas com algumas lesões cerebrais, como as ocorridas nos lobos parietais, deixam de sonhar”, afirma o neurologista Luciano Magalhães Melo, do Hospital Paulistano. “E isso não é só um privilégio dos seres humanos, os sonhos já foram registrados como atividade cerebral de alguns animais, com o auxílio de eletroencefalograma”.


O médico Sigmund Freud, conhecido por suas contribuições no campo da psicanálise, dizia que os sonhos eram manifestações disfarçadas de desejos inconscientes. Trata-se de uma afirmação que a ciência não nega nem confirma, porque até hoje não se conseguiu provar a existência científica do chamado inconsciente. “Já se postulou que sonhos seriam uma forma de manter a mente ativa durante o sono. Os estímulos irrelevantes seriam incorporados ao sonho, sem interferir nele, enquanto os relevantes poderiam acordar o individuo”, afirma o neurologista.

Mas, segundo ele, essa explicação possui falhas. Um estudo demonstrou que a privação de água por mais de 24 horas nem sempre provoca sonhos com água, embora eles possam ocorrer. De qualquer forma, acredita-se que o papel do sonho possa estar ligado à ativação de redes neurais, favorecendo o aprendizado e estruturando dados armazenados na memória (acrescentando ou eliminando informações). “Sonhos podem satisfazer fantasias de difícil realização e até criar novas idéias, a partir de mudanças de conceitos que seriam rejeitados durante o período de vigília”, afirma o médico do Hospital Paulistano.

A maioria dos sonhos, cerca de 80% deles, acontece no estágio mais profundo do sono, a fase conhecida como REM (do inglês rapid eye movement, ou seja, fase dos movimentos rápidos dos olhos). Nesta fase, a atividade cerebral é muito semelhante à atividade de um individuo acordado e coexiste com a maior flacidez muscular. Isso indica que boa parte do cérebro esta envolvida com a gênese dos sonhos.

Possivelmente, o gatilho para os sonhos encontra-se em áreas mais profundas do encéfalo, como nas pequenas porções da ponte e mesencéfalo. Tais áreas estão correlacionadas com varias funções, como a realização do ciclo de vigília sono.

Dias calmos, aventuras à noite

Dias muito agitados podem alterar a estrutura do sono e, desta forma, dificultar a capacidade de sonhar. Os sonhos mais bem estruturados e organizados acontecem na fase do sono REM. Logo, se a pessoa não alcança esse nível, poderá ter menos sono REM e, portanto, menos sonhos. “Logo a capacidade de sonhar deve-se mais à qualidade do sono do que a uma situação do dia. Se você tem um dia agitado, mas consegue pegar no sono, freqüência dos sonhos não tende a se alterar”, diz o neurologista.

Algumas medicações, no entanto, podem encurtar o período de sono REM (que também decai com o envelhecimento, prejudicando a produção dos sonhos. “Mesmo assim, não se foi notado que a redução do sono REM implica em menor capacidade de aprendizado e de memória”, afirma o médico.

Outra questão intrigante diz respeito ao comportamento durante os sonhos. Algumas vezes, você age como simples observador dos seus atos, enquanto interfere diretamente e toma decisões em outros casos. O neurologista explica que existe uma situação chamada sonho lúcido, caracterizado pelo controle das experiências. “Em geral, este sonho tem fim quando você percebe que as situações pertencem ao universo onírico. “Acredita-se que uma parte do lobo frontal, que deveria estar desativada durante o sonho, deixe de estar. “Isso permite identificar que o sonho é, na verdade, simplesmente sonho”, afirma o médico.

Treine para lembrar

A lembrança dos sonhos é uma habilidade que pode ser treinada. “Os sonhos podem ser facilmente relembrados caso a pessoa seja acordada enquanto sonha”, afirma o especialista do Hospital Paulistano. “As mulheres, aparentemente, recordam mais dos sonhos do que os homens, mas não sabemos o motivo certo disso”. Redigir o sonho assim que se acorda pode ser um truque para se recordar deles. Isso porque, logo após despertar, os sonhos tendem a se perder da memória.

Já os flashes que surgem durante o dia, provavelmente não estão correlacionados com sonho. Eles podem ser apenas lapsos de memória, inspirados por pensamentos ocorridos durante a vigília.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Arquitetura Líquida




Até onde vai a Arte e começa a Ciência ou vice-versa? A japonesa Sachiko Kodama estabelece a ponte entre as duas. Começou por obter uma graduação em física e, não satisfeita, frequentou de seguida um curso de belas-artes, após o que iniciou o doutoramento na área da holografia e arte computacional. Kodama tem, portanto, um currículo impressionante. Ultimamente tem-se tornado conhecida graças às suas esculturas e outros trabalhos com ferrofluidos. Há quem lhe chame "arquitetura líquida".


Um ferrofluído, ou fluído magnético, é um líquido que possui em suspensão partículas microscópicas de metais ferromagnéticos e que, por isso, é sensível a campos magnéticos que lhe podem moldar a forma. Como o líquido não retém a magnetização, assim que esta cessa tudo volta à forma inicial. Este material de propriedades interessantes foi originalmente desenvolvido pela NASA nos anos 60' para tentar controlar combustíveis em gravidade zero.

Foram estas características que captaram o interesse de Kodama e a fizeram desenvolver um projecto a que chamou "Protrude, Flow". Neste projeto, a artista explora as propriedades plásticas dos ferrofluídos e consegue criar formas e padrões surpreendentes e belos, que surgem do nada para logo tornarem a desaparecer ou a assumir outras formas sob a ação de novos campos magnéticos. A superfície brilhante e a cor escura do líquido que parece uma criatura com vida própria provoca um efeito simultâneo de receio e de admiração.

Tal como neste caso, existem muitas vezes no domínio científico, matemático ou racional combinações de uma beleza insuspeita. Afinal existe algo na ordem, natural ou artificial, que admiramos genuinamente e a que chamamos belo, tenhamos a mente objetiva de um verdadeiro cientista ou a alma emotiva de um artista. Sachiko Kodama tem as duas.





sábado, 24 de outubro de 2009

Ilusão dos discos giratórios

Os conjuntos de discos com gradientes tangenciais em tons de cinza estão dispostos em círculos concêntricos (a maioria dos observadores percebe esses discos se movendo em torno do centro). Este movimento ilusionista é reforçado pelas grandes e brilhantes imagens e depende de grandes medidas, a evolução dinâmica do estímulo é provocada por movimentos oculares involuntários - fixar o centro do padrão abole a ilusão, ao passo que a digitalização da imagem é a sensação de movimento. Uma versão real dessa ilusão não exige movimento dos olhos (ou seja, persiste quando os observadores fixam o alvo no centro da imagem) e podem ser gerados pela modulação da luminância de fundo da matriz de discos. Este estímulo oferece a oportunidade de estudar essa ilusão de movimento - a percepção dos discos girando na ausência de deslocamento físico - em uma maneira altamente controlada em experimentos psicofísicos e fisiológicos, pois não é em função dos movimentos involuntários do olho. Trabalhos em preparação irão demonstrar como essa ilusão pode ser explicada em termos de uma rede de dois detectores de movimento tridimensional (2DMD, cf. Zanker & Walker, Naturwissenschaften 91, 149 - 156, 2004).