sexta-feira, 8 de abril de 2011

Paisagismo - Bulbos


É muito comum vermos jardins extensos repletos de flores de diversas cores e tipos. Até possuirmos um entendimento, na maioria das vezes as classificamos na mesma categoria, mas para os estudiosos e interessados há uma infinidade de características que as diferenciam. Isso costuma acontecer muito com lírios, que por possuírem em seu gênero uma infinidade de espécies que muitas vezes se assemelham com outras derivadas da mesma “família”, podem ser confundidos de forma fácil. Ao estudar sobre o assunto, as diferenças se tornam nítidas, mas ao mesmo tempo surgem diversas dúvidas que nem sempre são esclarecidas de forma precisa. A diferenciação entre bulbo, tubérculo e rizoma é uma dúvida comum que ainda confunde os apreciadores dessas adoráveis flores e esse artigo tem o intuito de estabelecer essas diferenças, além de mencionar como e onde podem ser plantadas para que o seu jardim esteja em completa harmonia.

As plantas bulbosas podem ser perenes (duráveis) ou sofrer um período de repouso onde a parte aérea some por um tempo e depois volta a aparecer. Nessa situação, o canteiro pode ficar aparentemente sem planta por um período, até a nova brotação. Os bulbos podem ficar na terra até que isso ocorra ou podem ser retirados e guardados em local seco, ventilado e protegido até a estação indicada para a brotação. O bulbo é um órgão esférico formado por bainhas sobrepostas em camadas, por escamas ou pelas bases das folhas. Uma espécie de caule subterrâneo que armazena os nutrientes.

O tubérculo é um caule dotado de gemas aptas a brotarem que dão origem à nova planta. Sua renovação é de dentro para fora, morrendo após um ano. Sua vida útil é esgotada pela floração e formação de um ou vários tubérculos novos. Em botânica, chama-se tubérculo o caule arredondado sem raízes e sem folhas que algumas plantas verdes desenvolvem abaixo da superfície do solo, geralmente como órgãos de reserva de energia (na forma de amido), como é o caso da batata-inglesa. Não confundir com as raízes tuberosas, como a batata-doce ou a mandioca, que têm a mesma localização e função, mas origem e estrutura diferentes.

O rizoma é um bulbo subterrâneo com capacidade para armazenar nutrientes, composto por gemas, nós e escamas. As plantas rizomatosas crescem formando touceiras que devem ser separadas periodicamente para limpeza do canteiro e produção de novas mudas. Na produção de mudas, corta-se um pedaço do rizoma contendo duas ou três gemas e replanta-se. Ele cresce horizontalmente, geralmente subterrâneo, mas podendo também ter porções aéreas. O caule da espada-de-são-jorge, do lírio-da-paz e da bananeira são totalmente subterrâneos. Mas orquídeas desenvolvem rizomas parcialmente aéreos. Os rizomas são importantes como órgãos de reprodução vegetativa ou assexuada de diversas plantas ornamentais, por exemplo: agapanto, espada-de-são-jorge, lírio-da-paz, samambaias e orquídeas, além da própria grama.

Dificilmente se perde uma planta com bulbo, pois antes de terminar seu ciclo, ela geralmente deixa seus descendentes. Independente disto existem plantas de bulbos com folhas perenes (mesmo sem flores, as folhas permanecem na planta) e plantas caducas (após a floração, a planta perde as folhas, ficando apenas o bulbo sob o solo), que também são chamadas de plantas anuais.

No jardim, as plantas com bulbo podem ser planejadas de várias formas. Em um canteiro heterogêneo devem ser plantadas uma ou mais espécies misturadas com outras plantas floridas ou não, respeitando a aleatoriedade. Proporciona um efeito natural imitando o colorido do campo. Em um canteiro homogêneo deve ser plantada apenas uma espécie em um canteiro formal (geométrico) ou informal (manchas). Proporciona um impacto visual muito grande, principalmente se as cores forem alternadas. Em bordadura deve ser plantada ladeando um canteiro, muro, estátua, lagos, tanques e outros elementos de composição de jardim. Chama atenção aos elementos de composição integrando-se ao jardim. E em vaso ou jardineira pode ser plantada com uma ou mais espécies diferentes, dependendo do tamanho do vaso e do efeito que se quer alcançar. Além de ser um excelente adorno para o jardim pode ser transportado para dentro de casa ou apartamento. Livremente pode ser plantada isolada ou com outras espécies, embaixo de árvores e no gramado. As plantas anuais proporcionam um grande efeito de espontaneidade, aparecendo de repente floridas no jardim, principalmente quando antes era apenas um gramado contínuo e monótono.

Veja a seguir algumas opções que podem ser plantadas em seu jardim:


Helicônia ( Heliconia rostrata)

Frésia (Freesia x hybrida)


Watsonia (Watsonia borbonica)
 
Íris-germânica (Iris germanica)

Amarílis (Hippeatrum hybridum)

Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata)

Agapanto (Agapanthus africanus)
 
Dália (Dahlia pinnata)

Caládio (Caladium bicolor)
 


Narciso (Narcissus cyclamineus)


Cyclamen (Cyclamen persicum)

Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)


Íris (Íris hollandica)

Kananga do Japão (Kaempferia rotunda)

Lírio (Lilium)

Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisi)

Lucky Bamboo (Dracena Sanderina)


Esparáxis (Sparaxis tricolor)

Lírio-dos-zéfiros (Zephyrantes)

Tulipa (Tulypa hybrida)

Um comentário:

  1. Muito bom seu post, esclarecedor!!! Achei interessante, parabéns!!!

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